Carlos Gabas se cala na CPI que investiga calote de R$ 5 mi na compra de respiradores para Alagoas

O secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas, apresentou o habeas corpus que conseguiu na Justiça do Rio Grande Norte e se negou a responder sobre o ‘calote’ de R$ 5 milhões na compra de respiradores pelo governo Renan Filho durante a pandemia da Covid-19.

Carlos Gabas se cala na CPI que investiga calote de R$ 5 mi na compra de respiradores de Alagoas

Ele foi convocado pelos parlamentares a depor, nesta quarta-feira (6), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que apura o calote contra os cofres de Alagoas e de outros estados que integram o consórcio.

Com o silêncio, os parlamentares que fazem parte do colegiado avaliam que a negativa de Gabas em responder aos questionamentos mostra uma sinalização de que “há algo de muito ruim” nos contratos que deveriam ter adquirido os aparelhos. Alagoas é um dos que até hoje não foram restituídos em sua integralidade da verba aplicada em duas compras de 80 respiradores para o estado, por meio do consórcio.

Ao convocar Gabas, o planejamento dos integrantes da CPI era de que Carlos Gabas fosse inquirido sobre a compra de ventiladores à empresa Hempcare, que resultou em prejuízo de mais de R$ 48 milhões aos nove estados do Nordeste. Inicialmente, havia previsão de que os equipamentos fossem distribuídos para hospitais públicos de todos os estados do Nordeste.

No entanto, o prazo de entrega não foi cumprido e a empresa fornecedora, Hempcare Pharma, afirma nunca ter ofertado os aparatos que constam como vendidos pela companhia.

RELEMBRE

A compra de 30 respiradores que nunca chegaram aqui foi efetuada por intermédio do Consórcio Nordeste, à época liderado pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT). A transação foi assinada pelo secretário-executivo do colegiado, Carlos Gabas, convocado para prestar depoimento à CPI da Covid.

Fonte: GazetaWeb