Sindicato fala sobre possível cenário de desabastecimento e reajustes de combustíveis em Alagoas

O anúncio da Petrobrás de que não atenderá toda a demanda de combustíveis para o mês de novembro pegou o mercado de surpresa e preocupa consumidores em geral. Nesta quarta-feira (20), o presidente do Sindicato de Postos de Combustíveis de Alagoas (Sindicombustíveis AL), James Thorp Neto, conversou com o TNH1 e explicou que o comunicado acendeu um alerta, “mas que se trata, no momento, de uma possibilidade”. “Não recomendamos que consumidores façam corridas aos postos na tentativa de estocar combustíveis, isso só anteciparia um problema”, pontuou.

Questionado se o anúncio pode refletir em mais um aumento no valor dos combustíveis, o presidente não descartou a possibilidade. “É uma decisão individual de cada posto de combustível. Se o proprietário adquiriu esse combustível mais caro, fica a cargo dele a decisão se vai repassar ao consumidor durante a revenda”, disse.

Em nota emitida ontem à noite, a Petrobras informou ter recebido uma demanda atípica para fornecimento em novembro, ressaltando que o pedido é superior aos últimos meses e além da capacidade de produção. “Nosso posicionamento é de muita preocupação, sobretudo porque estamos em um momento de retomada. Para nós em Alagoas, além de retomada das escolas, final de ano é quando recebemos grande fluxo de turistas, algo muito importante para nossa economia, então tudo que menos precisamos é de um desabastecimento”,  acrescentou o presidente do Sindicombustíveis Alagoas.

Importação – Também ontem, a Petrobras informou que a demanda pode ser absorvida por empresas importadoras. “Atualmente, há dezenas de empresas cadastradas na ANP [ Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] aptas para importação de combustíveis. Portanto, essa demanda adicional pode ser absorvida pelos demais agentes do mercado brasileiro”, trouxe a nota da estatal.

Fonte: TNH1